Paulo Cerqueira, Estudante de Direito
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Paulo Cerqueira

Recife (PE)
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Paulo Cerqueira, Estudante de Direito
Paulo Cerqueira
Comentário · há 6 anos
Doutoras, gostaria de parabenizá-las pelo posicionamento. Não sou advogado, mas estudo para concurso. Procurei este artigo pelo fato de me deparar com a seguinte questão: Seria possível a analogia em Malam Partem? E no que tange a Lei Maria da Penha, seria possível caracterizá-la em caso de o homem sofrer a violência doméstica? Segundo meus estudos com base em Bitencourt, NÃO! (BITENCOURT, Op. cit., p. 199/200. No mesmo sentido, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit.,p. 101). Acredito veementemente que as mulheres em grande maioria são vítimas de agressões domésticas. Na verdade, há tempos existe impregnado em nossa sociedade uma cultura de desvalorização da mulher. Por vezes são rebaixadas e tidas como meros objetos de apropriação. Sou homem, mas não tenho cabeça fechada. Acredito que a igualdade material de nossa Constituição seja o principal responsável por leis como: Maria da penha; Feminicídio; bem como as cotas raciais. Um meio de restauração social. Um meio de equilíbrio. A grande questão da discussão em tela seria a aplicação por analogia de uma lei que, por sinal, é clara no que tange a violência doméstica CONTRA MULHERES. Segundo a doutrina, NÃO é possível a aplicação de analogia em prejuízo ao réu. O STF entende que é possível a interpretação extensiva. A interpretação extensiva, de forma genérica, ocorre quando a lei não é clara o suficiente, ou diz menos do que deveria, sendo necessário ampliação do conteúdo da lei. Na minha opinião, aplicar a Lei Maria da penha para homens seria usar analogia, o que é vedado, e não a interpretação extensiva. Caso a lei deixasse apenas a questão violência doméstica em aberto, sem taxar "contra mulher", acredito que fosse possível usar a INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA para aplicá-las ao homem, o que não é possível tendo em vista a especificação do conteúdo da lei. Deixo novamente meus cumprimentos as Doutoras por seus respectivos pronunciamentos. Tendo em vista as garantias e direitos constitucionais; a efetivação das garantias constitucionais, bem como a igualdade material, a Lei Maria da Penha é um importante ordenamento necessário para dirimir a violência contra a mulher que, em suma, ocorre com mais frequência e em maior quantidade que a violência contra o homem. Não trata-se desigualdade, mas retratação. TEMOS UMA CULTURA MACHISTA E AUTORITÁRIA. É UM FATO! Para cada 1 homem que sofre violência doméstica, dezenas ou quiçá centenas de mulheres apanham em seus lares. A pena "maior" serve como maneira de dirimir violências domésticas CONTRA A MULHER. Injustiça? Não! Isso é humanidade. Tratamos os iguais de forma igual e os diferentes de forma diferente na proporção de sua desigualdade. SIMPLES! Caso o número de violência contra homens aumente, se cria a lei João ou Enzo da Penha. Até lá, creio que lesão corporal seja o mais indicado aos Homens. Perdão se comentei qualquer equívoco ou desrespeito. Estou em processo de aprendizagem.
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Euclides Araujo, Advogado
Euclides Araujo
Comentário · há 9 anos
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Vivian Cristina Zatta, Advogado
Vivian Cristina Zatta
Comentário · há 9 anos
Coisa mais linda ver os machinhos se debatendo em busca dos seus direitos... Muitos aqui deviam ter vergonha do que postam, e se forem advogados então, voltem pra faculdade. Todo mundo do meio jurídico já deve ter ouvido que "igualdade é tratar desigualmente os desiguais, na proporção de sua desigualdade". Uma mulher é estuprada a casa 11 minutos, e morta a cada 3 horas em virtude de violência doméstica. É um número que não dá pra ignorar. Existe violência contra o homem? Claro que sim, mas nem números temos tamanha é a sua raridade. Tanto que viram caso de TV quando aparece. Não se trata de beneficiar esta ou aquela classe, mas proteger uma classe em virtude de agressões constantes e graves. Não estamos falando de um tapinha, estamos falando de pessoas que não conseguem se defender, afinal ninguém ignora que em sua maioria um homem consegue dominar uma mulher muito antes de apanhar. Existe disparidade na lei? Sim, como em todas as outras. Isso não é motivo pra ficar "batendo o pezinho" em busca dos direitos. O homem agredido pode e deve procurar a justiça, e só para esclarecer, existe o crime de agressão e lesão corporal tipificado. O que não se pode é utilizar um mecanismo CRIADO EXCLUSIVAMENTE PARA COMBATER A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER em casos esporádicos, principalmente se há meios próprios para o outro caso. Vamos lá, não é tão difícil entender, é só deixar o machismo de lado. Afinal, não vi toda essa luta quando se matava em nome da honra. É difícil ser acuado mesmo, entendo a situação, mas se não fosse criada pela classe masculina toda essa situação de opressão e violência, isso não estaria acontecendo.
O melhor que vocês fazem é lutar pelo fim dessa violência vergonhosa masculina, contra mulheres, gays (porque isso também é coisa de homem), ao invés de ficarem esperneando contra uma lei que funciona.
Vergonha alheia...
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